Colheita do arroz

Colheita e secagem do arroz

A colheita do arroz, de um modo geral, pode ser encarada de forma semelhante na maioria das propriedades, independentemente do objetivo final: se de lavoura para produção de grãos ou se para sementes.

É sempre importante ressaltar que as operações de colheita podem representar até 50% do custo de produção de uma lavoura; por isso, toda a concentração de esforços para se colher toda a produção do campo, além da manutenção de melhor qualidade do produto, é fundamental.

Maturação do arroz - Ponto de Colheita

O ponto de colheita é um dentre os fatores mais importantes que podem afetar a produção do arroz irrigado. A época de colheita pode ser dividida em:

  • colheita prematura.
  • colheita ótima (ponto ideal de colheita).
  • colheita tardia.

A colheita prematura é efetuada quando os grãos ou sementes atingirem o máximo peso seco, isto é, quando o produto apresentar o máximo vigor e não ter sofrido quase nenhum dano climático.Entretanto, nesta fase, as sementes ou grãos possuem um grau de umidade elevado, o que dificulta a trilhagem pela colhedeira e, conseqüentemente, pode ocorrer perda de material não trilhado ou degranado.

A colheita ótima é aquela efetuada no período em que o número máximo de sementes ou grãos encontra-se maduro. A trilha torna-se fácil, devido ao grau de umidade do material, e o fluxo de grãos é mais facilmente processado. Nesta fase, já se encontra um índice normal de degrane natural.

A colheita tardia é o período em que a umidade dos grãos ou sementes apresenta-se mais baixa. Nesta fase, os grãos são mais facilmente colhidos e apresentam baixa perda na trilhagem.

Entretanto, neste período, em função dos efeitos climáticos, podem ter ocorrido sérios danos devido ao degrane no campo, ou prejuízos na qualidade. De qualquer forma, a qualidade do arroz está diretamente relacionada com as características genéticas de cada cultivar e com a umidade no momento da colheita.

Secagem do arroz

O arroz recém-colhido, vindo do campo, usualmente apresenta um grau de umidade excessivo para ser armazenado com segurança, daí porque é necessário secá-lo. Esta tarefa se torna imperativa, porque um grau de umidade elevado provoca perdas da qualidade, do poder germinativo e do vigor, durante a armazenagem.

Deve-se ainda acrescentar que, às vezes, é preciso proceder a secagem mesmo de grãos e sementes armazenados e anteriormente secos. Isto porque a semente de arroz, sendo um material higroscópico, pode absorver umidade do ar e aumentar o seu grau de umidade, após certo período, acima de 14%, limite máximo para o armazenamento e comercialização do arroz.

O grau de umidade elevado pode afetar a qualidade da semente ou grão, não só no período de armazenamento, mas também durante as operações de beneficiamento e classificação, dificultando ou impedindo o funcionamento do maquinário.

Umidade do arroz na maturação

A umidade do arroz, que é decrescente na fase de maturação, pode ser alterada, na fase final, por condições ambientais, com reflexos negativos ou positivos na aparência do grão beneficiado. O arroz que amadurece rapidamente em condições de elevada temperatura tende a ficar opaco, enquanto que o arroz que amadurece lentamente em condições amenas tende a ser mais translúcido e resistente ao trincamento.

Contudo, temperaturas muito baixas nas fases de enchimento de grãos e no início da maturação podem ser desfavoráveis, permitindo a formação de "grãos gessados"; estes podem ainda ser influenciados por outros fatores, entre os quais o nível de fertilidade e o afilhamento.

Conforme informações existentes sobre cultivares modernas, com alto grau de afilhamento, o rendimento de grãos pode diminuir em colheitas prematuras e com teor de umidade acima de 25%; o rendimento tende a ser ainda menor quando a colheita é feita 50 dias depois do completo florescimento, ou quando a umidade aproxima-se de 17%.

Nestas condições, também o rendimento de engenho é afetado pela antecipação ou retardamento da colheita. Em um trabalho científico, verificou-se que a porcentagem de grãos imaturos de arroz de sequeiro atingiu nível próximo de zero quando a umidade do grão chegou a 17,5%, e quanto mais imaturos os grãos colhidos, menores serão a qualidade e a produtividade do arroz.

Apesar de a umidade do grão na maturação ser altamente influenciado pelas condições ambientais, vários trabalhos mostraram que foi no intervalo de 38-42 dias que ocorreram os maiores níveis de rendimento de engenho; nesta ocasião e sob condições do sul do Brasil, este rendimento variou de 64,8% a 67,4%.

Cultivo da soca

Em algumas regiões do estado de Santa Catarina é bastante comum o cultivo da “soca”, ou seja, o rebrote de novos perfilhos férteis , que ocorre após o corte dos colmos na colheita principal. Pode se constituir numa prática para aumentar a produção de arroz por unidade de área e de tempo. Em regiões tropicais, uma segunda colheita de arroz, mediante o cultivo da soca, pode ser uma das alternativas viáveis para aumentar a produtividade de grãos em várzeas.

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